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A formação docente e a importância da Sociolinguística na sala de aula

13/02/2012 - Maria David Santos

1 INTRODUÇÃO A linguagem Na ponta da língua, Tão fácil de falar E de entender.   A linguagem na superfície estrelada das letras, sabe lá o que ela quer dizer?                         [...] O português são dois; o outro, mistério. Carlos Drummond de Andrade, Aula de português.    

[...] se você já é um professor de Língua Portuguesa ou pretende ser, assuma esse importante papel com a cabeça, com o coração e com os pés no chão. Com a cabeça para que nunca perca de vista a necessidade de atualização constante, a importância da leitura de textos recentes da área. Com o coração porque é fundamental o amor à atividade de ensino. Mas com os pés no chão porque jamais podemos esquecer a realidade do ensino neste país cheio de desigualdade e injustiça. Somente conhecendo a realidade que nos cerca seremos capazes de modificá-la. Maria Lúcia de Castro Gomes, Metodologia do ensino de língua portuguesa (2007).  

 

 

Para quem é professor ou almeja a carreira sabe das reais precariedades porque passa o ensino público brasileiro. Se o pretendente ainda desejar a área de língua portuguesa também saberá da rejeição que a disciplina causa no alunado e a razão deve-se, salvo as raras exceções, ao não acompanhamento por parte da escola, no que diz respeito às mudanças e transformações sociais sobre a educação e consequentemente sobre a linguagem em suas diversas manifestações.

No entanto, a escola negligencia o ensino da linguagem como atividade discursiva e as aulas se resumem em enfadonhas repetições e assimilações meramente gramaticais, centradas na tão conhecida gramática normativa, ou seja, o que está em jogo não é o acesso a uma gama de recursos linguísticos para ampliar a competência comunicativa e sim o “acerto” ou o “erro”. Não se trata de excluir um tipo de gramática para se privilegiar outra, mas permitir que o aluno nas atividades de produção, leitura e escuta de diversos gêneros textuais possa refletir sobre o uso da linguagem, a partir dos diversos fatores existentes, como por exemplo, o geográfico, etário, socioeconômico ou gênero (sexo), para aprender a manipular o seu discurso de acordo com as situações comunicativas a que for exposto.

 

 

Figuras 1 e 2 – Representações de alunos sobre o ensino da língua portuguesa em sala de aula[1]

O contexto de discussão é centrado no espaço escolar, campo fértil e de onde os exemplos são recorrentes, como por exemplo, a fala de uma aluna S. R. B. do 6º ano do ensino fundamental II (escola do município de Feira de Santana na Bahia), que em momento de descontração com as colegas de classe dizia: “Eu vi ela”. A professora ao lado em tom de advertência interrogava: “Não ouvi direito S. R. B.?”. A aluna nesse intervalo já compreendia o recado da professora e não restava dúvida do “erro” que acabara de cometer, por isso tanto capricho para responder no curto espaço de tempo em que parara para pensar na melhor resposta: “Eu a vi-la”. Não havendo mais intervenção, apenas os muitos risos compartilhados entre a professora que corrigira a aluna com as demais professoras presentes, a aluna corre para refugiar-se de outros prováveis constrangimentos causados por suas falas. A hipercorreção usada como alternativa e o riso ficaram por si só e talvez tenham até alimentado os desgostos nessa aluna pela aprendizagem da língua portuguesa, pois pedagogicamente faltou uma intervenção mais sistemática da professora, ao invés de consciente ou não usar a incidência do erro como oportunidade de deboches e humilhações.

A situação mencionada em nada tem de ficção, são os reais fatos e posturas tornadas muitas vezes clichês, mas que não perdem a sua atualidade, principalmente quando o contexto é a sala de aula e o assunto é o uso da oralidade e da escrita. A ideia do “erro” permaneceu mais uma vez, quando na verdade as denominações sobre o “erro” têm explicações que podem ser ancoradas no próprio sistema e processo evolutivo da língua como bem chama à atenção Marcos Bagno (2004), - na apresentação do livro Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula (2004) de Stella Maris Bortoni-Ricardo - podendo ainda ser previsto e trabalhado com uma abordagem sistêmica. Por isso o objetivo do trabalho é trazer como reflexão a importância do conhecimento e a constante atualização por parte do docente sobre os estudos da sociolinguística, uma vez que é imprescindível ter essas noções nas aulas de língua portuguesa para o acompanhamento do processo de ensino/aprendizagem dos alunos. As discussões teóricas estão ancoradas nos Parâmetros Curriculares Nacionais (1998); Educação em língua materna: a sociolinguística em sala de aula (2004), Stella Maris Bortoni-Ricardo; Preconceito lingüístico: o que é, como se faz (2006) e A língua de Eulália: novela sociolingüística (2006), de Marcos Bagno; Metodologia do ensino da língua portuguesa (2007), de Maria Lúcia de Castro Gomes.   

 

2 A LINGUAGEM DE MÃOS DADAS COM A SOCIEDADE

2.1 A Sociolinguística

Ao longo dos anos pesquisadores e especialistas na área têm-se debruçado sobre os estudos da língua e o seu comportamento variável. Os diferentes falares expressos por pessoas, grupos ou comunidades impulsionam a necessidade de compreender as razões que influenciam essas variações linguísticas existentes e tão corriqueiras. É ainda possível perceber através dos diversos falares a divisão entre o que é aceito pela sociedade, na escola e campo profissional, por exemplo, em contraposição a variedade que foge as normas gramaticais e que é colocada à margem. Portanto, estudar as construções não só linguísticas, mas também extralinguísticas recebeu o nome de Sociolinguística.     

Foi em meados dos anos de 1960 que William Labov, linguista americano, considerado o precursor da linguística varicionista deu suas contribuições e “A partir de então, os métodos de Labov passaram a ser utilizados para análise de várias línguas sob a perspectiva de análises de variação e tratamento estatístico dos dados” (GOMES, 2007, p. 66). Tomando por base as suas declarações em entrevista à Revista Virtual de Estudos da Linguagem (Revel), em agosto de 2007, Labov diz que “[O objeto de estudo da Sociolinguística] é a língua, o instrumento que as pessoas usam para se comunicar com os outros na vida cotidiana” (LABOV, 2007 apud SÁ, p. 56 – Grifos do autor).    

As línguas não são imutáveis e por isso estão naturalmente sujeitas as mudanças e transformações do meio à sua volta, tanto em âmbito lexical e fonético quanto morfológico, sintático e pragmático. Para Gomes (2007), esses níveis também podem estar vinculados a três tipos de fatores, como por exemplo: geográfico, sociocultural e contexto. A Sociolinguística é uma parte da linguística que objetiva estudar as relações existentes entre linguagem e sociedade, a partir dos elementos de influências supracitados. A gramática normativa pensa a existência do “erro” e a Sociolinguística descreve os fatos linguísticos, sem com isso definir o que é certo ou errado. A esse fenômeno denomina-se diversidade linguística, uma vez que o falante pode expressar-se de acordo com a sua localização geográfica – denominada variação diatópica; de acordo com a situação de fala – variação diafásica e de acordo com o nível socioeconômico, a variação diastrática.

A importância do estudo e conhecimento sociolinguístico está na máxima que é poder justificar a existência dos diversos e singulares falares dos diversos segmentos da sociedade, para, a partir daí transformar em oportunidade de compreensão a diversidade de expressões linguísticas e com elas as diferenças de comunicação, os desacordos, os choques e os preconceitos possíveis nas situações de comunicação.         

 

3 A SOCIOLINGUÍSTICA VAI À SALA DE AULA: REFLEXÕES SOBRE AS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA

3.1 Os PCNs e a variação linguística

A variação que uma língua apresenta de acordo com as condições sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada são denominadas de variedades linguísticas. De modo geral, é formada por dois grandes grupos: a norma culta, que é a língua-padrão e tem maior prestígio social; e a norma popular, ou língua não-padrão considerada de menor prestígio e também rotulada como inferior e “errada”. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (1998, p. 29) compreende a variação enquanto elemento constitutivo “das línguas humanas, ocorrendo em todos os níveis. Ela sempre existiu e sempre existirá, independentemente de qualquer ação normativa”.

Dentro dessa perspectiva de que não existem variedades fixas, uma vez que em um mesmo espaço convivem diversos segmentos sociais e culturais, é preciso pensar no ensino da língua portuguesa, pois:

 

[...] quando se fala em “Língua Portuguesa” está se falando de uma unidade que se constitui de muitas variedades. Embora no Brasil haja relativa unidade lingüística e apenas uma língua nacional, notam-se diferenças de pronúncia, de emprego de palavras, de morfologia e de construções sintáticas, as quais não somente identificam os falantes de comunidades lingüísticas em diferentes regiões, como ainda se multiplicam em uma mesma comunidade de fala (PCN, 1998, p. 29). 

 

Então, que fala e que escrita cabe à escola ensinar? O estudo da Sociolinguística, do ponto de vista da prática pedagógica, objetiva investigar a relação entre os fenômenos linguísticos e sociais que colabore para o ensino da língua portuguesa, descrevendo as diferentes variantes que podem ocorrer em uma comunidade linguística, sem que essas variantes sejam rotuladas como melhores ou piores. Portanto, cabe à escola através de um trabalho pedagógico sistemático possibilitar ao aluno o uso da linguagem oral e escrita nas mais diversas situações comunicativas com plena habilidade para transitar por esses espaços com êxito.

 

No ensino-aprendizagem de diferentes padrões de fala e escrita, o que se almeja não é levar os alunos a falar certo, mas permitir-lhes a escolha da forma de fala a utilizar, considerando as características e condições do contexto de produção, ou seja, é saber adequar os recursos expressivos, a variedade de língua e o estilo às diferentes situações comunicativas: saber coordenar satisfatoriamente o que fala ou escreve e como fazê-lo; saber que modo de expressão é pertinente em função de sua intenção enunciativa – dado o contexto e os interlocutores a quem o texto se dirige. A questão não é de erro, mas de adequação às circunstâncias de uso, de utilização adequada da linguagem (PCN, 1998, p. 31).

 

 

À luz da teoria sociolinguística e a multiplicidade linguística que habitam o espaço escolar são pertinentes, o que significa aproveitar a oportunidade para propor atividades variadas e desmitificar o ensino da língua portuguesa, tornando-a mais significativa dentro do que propõe os Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino das habilidades de oralidade e escrita.

 

 

3.2 O “erro” como (pseudo)conceito sociocultural

Cumprir a função de ensinar bem a língua portuguesa é necessário antes de tudo ter formação e conhecimento acerca do assunto, para saber lidar com os vários mitos e preconceitos que circundam o processo de ensino/aprendizagem da oralidade e da escrita. E dentre eles cabe destacar a ideia de “erro”, logo, a escola precisa livrar-se desse mito, pois tal crença produz “uma prática de mutilação cultural” que desvaloriza “a fala que identifica o aluno a sua comunidade, como se esta fosse formada de incapazes”. Além disso, “se ignora um princípio elementar relativo ao desenvolvimento da linguagem: o domínio de outras modalidades de fala e dos padrões de escrita” (PCN, 1998, p. 31). O uso de uma das variantes linguísticas é estabelecido a partir da relação entre os falantes e o contexto da fala e não da ideia de uma língua única, em que todos são obrigados a falar e escrever conforme a mesma cartilha.

Segundo Marcos Bagno o preconceito linguístico tem íntima relação com a confusão criada entre língua e gramática normativa, ou seja, “A língua é um enorme iceberg flutuando no mar do tempo, e a gramática normativa é a tentativa de descrever apenas uma parcela mais visível dele, a chamada norma culta” (BAGNO, 2006, p. 9-10 – Grifos do autor). A questão aqui não é de eleição para nomear a melhor ou a pior, pois a norma culta tem o seu valor e importância, no entanto não cabe uma aplicação a todo resto da língua. E é essa “aplicação autoritária, intolerante e repressiva que impera na ideologia geradora do preconceito lingüístico” (p.10).

O livro A língua de Eulália: novela sociolingüística (2004), de Marcos Bagno traz uma discussão sobre vários conceitos linguísticos, e dentre eles cabe destacar o mito da língua homogênea. É preciso compreender que as variedades linguísticas existem, precisam ser respeitadas e o seu uso não deve ser considerado um “erro”, pois são maneiras diferentes de se falar a mesma língua e sua utilização não prejudica o entendimento. Além disso, tem uma explicação lógica e científica, do ponto de vista dos estudos linguísticos.          

O enredo da novela sociolinguística gira em torno das personagens Vera, Sílvia e Emília – professoras de um colégio público e universitárias – que vão passar férias na casa de Irene, que é Linguista, e tia de Vera. Ao chegarem, as meninas passam a criticar o Português falado por Eulália, empregada da casa, e a partir daí Irene resolve aproveitar a situação para explicar questões linguísticas a elas e mostrar através de aulas que o problema do preconceito linguístico não possui fundamento, pois a história da Língua Portuguesa passou por várias fases e cada uma delas justifica o uso de variedades linguísticas.

 

[...] – Mas ela fala tudo errado [Eulália]. Isso para mim estraga qualquer sabedoria.

Eu tive que me segurar para não rir quando ela disse aquelas coisas na mesa – acrescenta Sílvia.

– Que coisas? – quer saber Vera.

– Ah, sei lá... agora não me lembro – responde Sílvia.

– Eu me lembro – adianta-se Emília. – Ela disse “os probrema”, “os fósfro”, “moio ingrês”...

– É mesmo – confirma Sílvia –, e a mais engraçada foi: “percurá os home”...

Sílvia ri, e Emília a imita (BAGNO, 2006, p. 14 – Grifos nossos).

 

 

A cena descrita no diálogo acima só reforça as possibilidades em que o preconceito linguístico pode ocorrer[2]. Os exemplos são os mais variados e todos recaem sobre a ideia de que os falantes são pessoas sem instrução educacional, falam tudo “errado”, ou ainda nem falam português. Assim, segundo a ótica dos defensores da gramática normativa é inconcebível aceitar expressões como “os probrema”, “os fósfro”, “moio ingrês” e “percurá os home”, no entanto para a Sociolinguística são marcas das variedades linguísticas tão naturais e, infelizmente, ainda desrespeitadas para uma grande parcela da sociedade brasileira.

Na luta contra o preconceito linguístico, é o professor, o principal instrumento para dentro da sala de aula refletir sobre os usos reais de falas, a partir do que os próprios alunos utilizam com freqüência para propor um aprendizado de língua portuguesa menos massante e mais prazeroso, no sentido de compreender o que se fala e escreve e ainda o que se ouve e ler. Quando o risível sair de cena e deixar aparecer a necessidade de pensar a língua enquanto uso, aí sim as aulas de português deixarão de ser sessões de puro tédio e regras lançadas ao ventilador. Discutir a língua é também compreender os espaços sociais que cada um ocupa, não para rotulações ou classificações hierárquicas, mas para perceber que o homem com sua língua não está fora dos contextos sociais e nem dele pode ficar de fora.       

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao longo do trabalho buscou-se traçar um percurso, a fim de propor uma atenção para os estudos da sociolinguística nas aulas de língua portuguesa, principalmente no que diz respeito às questões envolvendo fala e escrita. O conhecimento da língua oral e escrita é a porta de entrada para uma efetiva participação social, em que o aluno ao ser exposto a uma prática pedagógica contextualizada terá arcabouço suficiente para participar e transitar com êxito nas diversas situações comunicativas. Se comunicar, ter acesso à informação, expor opinião, formular ideia, produzir conhecimento são as várias atividades discursivas que a linguagem pode permitir ao que dela sabe fazer bom uso.

O papel do docente em sala de aula é de suma importância, pois é ele quem mostrará que os discursos não acontecem no vazio e que dizer algo requer escolhas linguísticas por parte do falante de acordo com o contexto em que possa se encontrar. Ao utilizar as variações linguísticas como estudo na sala de aula, o professor será o responsável por desmitificar o preconceito existente e excludente, para pensar não mais no “erro” de português, mas sim, na adequação da linguagem.

As marcas das variedades linguísticas tão naturais nas línguas humanas, e ao mesmo tempo estigmatizadas, merecem um cuidado dobrado na sala de aula cabendo ao professor saber conduzir as reflexões. No já mencionado exemplo por que passou a aluna S. R. B. do 6º ano do ensino fundamental II (escola do município de Feira de Santana na Bahia), com a expressão “Eu vi ela” ou “Eu a vi-la” poderia ter sido conduzida de modo a permitir uma melhor compreensão sobre os usos das variações linguísticas através da intervenção do professor.

A não intervenção por parte do professor nas situações em que os alunos utilizam as normas não-padrão é mais comum do que se possa imaginar nos contextos escolares, pois muitas vezes “Na prática, contudo, esse comportamento é ainda problemático para os professores, que ficam inseguros, sem saber se devem corrigir ou não, que erros devem corrigir ou até mesmo se podem falar em erros” (BORTONI-RICARDO, 2004, p. 38). A dúvida na postura a ser tomada diante de uma situação de uso da variação não-padrão numa relação de contraposição com a norma padrão reflete a carência na formação docente e esta passa a refletir no ensino de língua portuguesa.

Não só importante, é necessário que o professor esteja em constante atualização profissional, o que implica estudo, pesquisa e acompanhamento das principais mudanças e teorias no campo educacional para poder repassar ao aluno os avanços e as condições em que ele possa ter a sua volta suporte para lidar com as diversas situações comunicativas, aqui em se tratando do processo de ensino-aprendizagem da oralidade e da escrita. Através dos muitos incentivos e cursos disponibilizados pelo governo, é possível sim se qualificar, experimentar ver o que aparentemente não tem sentido através de um estudo mais sistemático da língua para assim compreender as falas e as escrituras dos alunos que muitas vezes parecem sem sentidos, já não mais sendo pertinente dizer que a culpa é sempre da gramática e que as regras se explicam por si só.

Conforme Maria Lúcia de Castro Gomes (2007), na segunda epígrafe que abre o texto, não basta apenas querer ser professor de língua portuguesa, é mais do que isso, é preciso assumir este papel importante com a cabeça, com o coração e com os pés no chão. É preciso pensar, é preciso sentir, é preciso experimentar de fato o ser professor e isso implica reconhecer o espaço escola, compreender os sujeitos envolvidos e a eles oferecer uma aprendizagem que não limita, mas que compreende o conhecimento como abertura de fronteiras para a educação, para o trabalho, para a família e principalmente para a vida. Ser professor é mais do que ser professor, é ser um educador.

 

REFERÊNCIAS

BAGNO, Marcos. Preconceito lingüístico: o que é, como se faz. São Paulo: Loyola, 2006.

 

BAGNO, Marcos. A língua de Eulália: novela sociolingüística. São Paulo: Contexto, 2006.

 

BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola Editorial, 2004.

 

BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1998.

 

SÁ, Edmilson José de. Língua e sociedade: as condições sociais influem no modo de falar dos indivíduos, gerando certas variações na maneira de falar e empregar uma mesma linguagem. In: Revista Língua Portuguesa, Número 16, p. 54-61.

 

GOMES, Maria Lúcia de Castro. Metodologia do ensino de língua portuguesa. Curitiba: IBPEX, 2007.

 

 

 


[1] Ilustrações produzidas pelos alunos da Profª. Drª. Mariana Fagundes na Universidade Federal da Bahia e cedidas na sua disciplina de Língua Portuguesa V na Universidade Estadual de Feira de Santana. O objetivo da atividade era representar em desenho as impressões de cada um dos alunos sobre o ensino da língua portuguesa em sala de aula.

 

 

[2] Marcos Bagno em Preconceito lingüístico: o que é, como se faz (2006, p. 40), destaca o Mito nº 4, para referir-se ao fato de que “as pessoas sem instrução falam tudo errado”, no entanto do ponto de vista linguístico existem explicações e estas dialogam com o trecho selecionado do livro A língua de Eulália: novela sociolingüística (2006), do mesmo autor.       

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