Girlene Lima Portela | LinkedIn Acompanhe no Twitter Curta no Facebook Visualize no Flickr Assista no YouTube
 Artigos
1 2 3 4 5 6 7 Próxima >>

Resenha do capítulo introdutório do livro "Sintaxe da Linguagem Visual. Caráter e conteúdo do Alfabetismo Visual"

19/10/2013 - Sara Cristina de Silva

DONDIS, Donis A. Sintaxe da Linguagem Visual. Caráter e conteúdo do Alfabetismo Visual. São Paulo: Martins Fontes, 2007. p. 05-28.[1]

 

            Donis A. Dondis, Graduada em Designer pelo Massachussets College of Art, foi professora de Comunicação Social na Boston University School of Public Communication Institute, Estados Unidos, onde foi diretora do Summer Term Public Communication Institute. Autora do livro “A primer of visual literacy” (Sintaxe da Linguagem Visual, 1973).

O livro “Sintaxe da Linguagem Visual”, escrito por Donis A. Dondis, é constituído por: sumário, prefácio, nove capítulos, bibliografia e fontes das ilustrações. O livro possui ao todo 236 páginas. O capítulo 1, “Caráter e conteúdo do Alfabetismo Visual”, está dividido em seis subtópicos e ao final, três questões, todo o conteúdo deste capítulo foi desenvolvido em 24 páginas.

Através da leitura deste capítulo, podemos perceber que suas partes se inter-relacionam ao tema proposto e que o conteúdo é trabalhado com coerência. É um capítulo introdutório, que ajuda o leitor a se familiarizar com os termos, conceitos e ideias que serão desenvolvidos nos próximos capítulos, o que facilita para a compreensão daqueles que não estão familiarizados com o estudo em artes visuais e sobre a teoria de analise de imagem, Gestalt.

O primeiro subtópico “Quantos de nós vêem? está dividido em quatro parágrafos, nos quais a autora aborda a complexidade do caráter e do conteúdo da inteligência visual, além de destacar que o objetivo deste livro é transformar os indivíduos em pessoas visualmente alfabetizados. Com o objetivo de tornar suas ideias e argumentos mais claros para o leitor, utiliza exemplos coerentes sobre a preferência do homem pela informação visual.

No subtópico “A falsa dicotomia: belas artes e artes aplicadas”, são destacadas as concepções de belas-artes e artes aplicadas sobre três perspectivas, as atuais, a dos pré-renascentistas e a de Bauhaus e como estas concepções estão relacionadas às abordagens subjetiva (belas-artes) e objetiva (artes aplicadas) e como estas estão intimamente relacionadas. Para tornar mais claro seus argumentos utiliza três diagramas e exemplos, tudo em sete parágrafos.

Já no subtópico “O impacto da fotografia”, a autora destaca os efeitos que a fotografia causou no mundo das artes e como ela influenciou o ato de ver, como este passou a significar, compreender e expandir a nossa capacidade de entender e criar uma mensagem visual, o que abordou em apenas três parágrafos.

O subtópico “Conhecimento visual e linguagem verbal” está dividido em dois parágrafos longos, onde ela utiliza o processo de alfabetização verbal de maneira superficial para mostrar que o alfabetismo visual é algo mais complexo.

No subtópico “Alfabetismo visual” em quatro longos parágrafos, ela aponta a complexidade que envolve a linguagem visual, que a visão é natural, compreender e criar mensagens visuais é algo natural até certo ponto, mas é preciso estudo para ter maior eficácia.

O penúltimo subtópico “Uma abordagem do alfabetismo visual” o conteúdo é mais extenso, em seis parágrafos, ela argumenta sobre as maneiras de apreendermos a informação visual, como com a percepção e as forças cinestésicas, para que seus argumentos se tornem mais claros são utilizados exemplos.

No último subtópico “Algumas características das mensagens visuais”, o mais extenso, dividido em dezessete parágrafos, a autora aborda os três níveis individuais dos dados visuais, o input visual, o material visual representacional e a estrutura abstrata, mostrando como eles funcionam. Destaca a Gestalt como uma teoria de analise de imagem, a qual se utiliza em seu trabalho, por fim, aborda os elementos básicos da mensagem visual e de algumas técnicas para analisar imagens (fontes antagônicas).

Ao final do capítulo forma trazidas três questões para que o leitor possa treinar seus conhecimentos adquiridos através da leitura e sua percepção de imagem. Com relação as citações presentes no texto, percebemos que essas estão coerentes com o tema proposto e que foram utilizadas para afirmar, reafirmar e ilustrar o assunto abordado.

Por fim, gostaríamos de salientar que Dondis alcançou, através deste capítulo, o que se propôs a fazer, com grande domínio de conteúdo, conseguindo abordá-lo e conectá-lo apropriadamente, visto ser o primeiro capítulo do livro, onde serviu de base para a compreensão de todo o livro, o que confirma a sua familiaridade com o assunto, o qual é de sua área de trabalho.

 O texto é voltado para um público específico de pesquisadores, professores e estudantes e por isso o recomendamos para aqueles que se interessam em estudar artes visuais e as teorias de análise de imagem, pois é um texto original que tem sido bastante utilizado, em todo o mundo por aqueles que se interessam pela tema, além de ser possível a sua utilização por pessoas de outras áreas de estudo.

 


[1] Resenhado por Sara Cristina de Silva, estudante do curso de Pós-Graduação em Desenho, pela Universidade Estadual de Feira de Santana, solicitado pela profa Dra Girlene Portela, na disciplina "Metodologia do registro das linguagens visuais".

Deixe seu comentário
Visual CAPTCHA
 
 

LINGUAGENS

  • Uma escola para a vida (by Muriel Spark)

    Apresenta uma concepção de relações afetivas, baseada em sentimentos ...

    CONTINUE LENDO
  • Lições de francês

    Relata a história paralela de três professores de francês e seus três al...

    CONTINUE LENDO
Interaja Conosco
 
Me formando

Curso Superior, Parodia, Intertextualidade

Uma paródia sobre o curso universitário, utilizado por um dos grupos de minha turma de língua VI, ao tratar da Intertextualidade. Muito legal!

Álbuns
® Girlene Portela - 2020. Todos os direitos reservados. Bahia - Brasil Desenvolvido por Otavio Nascimento