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Resenha do texto Letramento acadêmico: uma perspectiva portuguesa

31/07/2019 - Maiky da Silva

FISCHER, Adriana. Letramento acadêmico: uma perspectiva portuguesa. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/pensaresemrevista/article/view/18424/13732, acessado em 30 de março de 2019.[1]  

Fischer introduz seu artigo expondo a intenção de problematizar os aspectos que circundam as problemáticas acerca da formação dos letrados no meio acadêmico, focando numa apuração mais intrínseca à vivência da realidade enfrentada pelos alunos do curso de Letras, da Universidade do Minho, em Portugal, no ano de 2006. Após expor brevemente sua metodologia, ela divide o artigo em sete partes: primeiro, trazendo uma abordagem acerca do significado de letramento enquanto teoria versus prática; depois, situando geograficamente sua problemática e, através de cinco subtítulos, traçando pontes para expor os resultados de sua pesquisa através de entrevistas e de seu conhecimento teórico e referencial, que resume em suas considerações finais, culminando em indagações com o objetivo de fortalecer seu ponto de vista.

A autora reforça, em seu discurso, o fato de que o letramento é um desdobramento social e traz diferentes autores para sustentar esta ideia ao longo do artigo, de que a teoria da formação de sujeitos letrados competentes deve ser inerente a uma prática permanente e constante no contexto em que estão inseridos. Após isso, Fischer parte para uma análise mais situada geograficamente, contextualizando sua teoria a partir das entrevistas, salientando o fator bastante relativo de uma pesquisa como essa. O artigo então se desenrola trazendo à tona a experiência de alguns sujeitos e imprimindo um painel da realidade vivenciada pelas mesmas no curso de Letras, mostrando como o uso do texto literário é o ponto majoritariamente predominante, revelando a negligência em relação ao ensino da gramática e reverberando ainda, no artigo, as experiências com leitura e escrita vivenciadas em âmbitos fora do ambiente acadêmico.

A leitura do artigo torna-se bastante relevante pela estrutura do texto, que ao utilizar da ideia de que o letramento deve considerar conjunturas sociais, monta um painel breve, mas eficaz, que ilustra a necessidade de se dar voz àqueles que estão em formação, trazendo da própria vivência dos educandos a prova cabal das deficiências que se sustentam através de sistemas que não se renovam e perpetuam, assim, uma engrenagem deficiente e não progressista, formadora de educadores incompletos em suas habilidades necessárias. Tudo isso feito de forma clara, honesta e objetiva, num texto cheio de referências a pensadores de prestígio e intervenções autocríticas pontuais.

É recomendável a leitura do artigo sob análise para todos que tenham interesse em entender diferentes sentidos, dificuldades e curiosidades de como se define letramento no âmbito acadêmico português e, consequentemente, que tenham interesse em pensar sobre a necessidade de se criar pontes entre diferentes ou semelhantes problemáticas do cenário educacional brasileiro.

 


[1] Resenhado por Maiky da Silva, graduando do curso de Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).

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