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Resenha do artigo "Contribuições da LT para o ensino-aprendizagem de leitura/escrita"

21/07/2013 - Crismarie Mendes Menezes

PORTELA, Girlene L. Contribuições da Linguistica Textual para o ensino-aprendizagem da Leitura/ Escrita. A cor das letras, n° 5. Feira de Santana: UEFS, 2004. (75-90)[1]  

Girlene Lima Portela é Mestre em Linguística pela UNICAMP (1999) e PhD em Educação pela Université de Sherbrooke (2003). Atualmente é professora Titular da Universidade Estadual de Feira de Santana. É líder do grupo de pesquisa GEALE e membro do GEALIM, ANPOLL e da ALAB. Desenvolve pesquisas em ensino-aprendizagem de língua materna e ensino-aprendizagem de leitura e escrita. Criadora e coordenadora do ENEALE desde 1997, é autora do Livro “Da Tropicália à Marginália: o intertexto ( a quem se destina?) na produção de Caetano Veloso.” e diversos artigos.

O artigo sob comento procura colocar de forma clara, por meio de uma abordagem teórica, as contribuições dessa matéria – Linguistica Textual – nas aulas de língua e redação. O texto foi dividido em cinco tópicos. O primeiro, denominado Um brevíssimo histórico, apresenta um pequeno esquema, em que é possível observar: onde e quando nasceu a Linguistica Textual, com que objetivo e seus principais representantes, além do percurso dessa matéria, no Brasil.

O segundo tópico, Objeto de Estudo da Linguistica Textual, preocupa-se em apresentar o objeto de análise da LT – o texto e suas ações cognitivas, lingüísticas e sociais – compreendido em sua organização, produção, compreensão e funcionamento no meio social. A autora, também nesse tópico, discorre que pela não observância das dimensões do texto é que o nível das produções escolares é baixo. Esse quadro de “desvalorização da complexidade” que envolve a “tarefa leitura/escrita” já é preocupação e, por isso, tema de muitas pesquisas. Entre elas, Portela cita o projeto coordenado por Chiappini (1998) “A circulação de textos na escola (...)”, que como resultado já concluiu que pouquíssimos professores de língua portuguesa se preocupam com a leitura e com a escrita dos textos, ou a qualidade do material didático adotado pelas escolas. Partindo dessa situação problema, reflete como os conhecimentos da LT poderiam contribuir para a mudança de postura desse professores.

O texto e seus fatores de textualidade é o terceiro tópico. Nele ela retoma a questão O que é texto? e discute a relação desse com alguns fatores que o configuram. Os primeiros fatores Texto e intertexto e Texto e intertextualidade, considera o critério de dialogicidade que o texto possui. Em seguida, elenca os fatores Texto e coesão, Texto e coerência, que de acordo com alguns teóricos, aqui citando Charolles (1996), prefere estudá-las sem diferenciação, denominando-as em coerência microestrutural – coesão - e coerência macroestrutural – coerência. Portela refere-se a alguns trabalhos desenvolvidos no Brasil, dando destaque aos desenvolvidos por Koch e Fiorin. Por último, ela enumera os fatores pragmáticos que estão ligados à relação produtor-interlocutor, a saber: Texto e informalidade, Texto e situcionalidade, Texto e aceitabilidade.

O quarto tópico Contexto teórico-prático: análise de alguns fatores de textualidade, reenfatiza a pouca preocupação dos professores de língua portuguesa com a leitura ou a escrita ou ainda com o material didático e nos apresenta dados de uma pesquisa feita por Garcez (1998) com 72 alunos sobre suas relações com a escrita, que revelou o principal bloqueio desses entrevistados: a falta de experiência. Em seguida, apresenta quatro fragmentos de textos, e neles analisa brevemente os fatores de textualidade explicitados no tópico anterior. Para finalizar, propõe um esquema, mostrando os caminhos do fenômeno da textualidade.

E, por fim, no último tópico intitulado Conclusão, ratifica a importância da Didática da escrita, para a melhoria do ensino-aprendizagem da leitura/escrita nas aulas, através de métodos e estratégias que contemplem os fatores da textualidade, valorizando o texto.

O artigo de Portela é um texto que teoriza de forma simples e clara o objeto da Linguistica Textual e quais aspectos desse objeto ela se ocupa. A forma com que sustenta sua argumentação, nos convence facilmente, de que um bom texto requer um estudo, um planejamento, e que não é algo do qual se pode produzir no ‘automático’, mas sim de forma consciente. Por isso, a importância de a autora ter citado o papel do professor em relação ao baixo aproveitamento dos textos produzidos nas escolas.

Essa afirmação nos leva a refletir sobre o nosso lugar de futuros docentes, e nos mobiliza a buscar uma mudança com relação a essa situação problema. Pensar como vamos resolvê-lo: se é a falta de leitura, por exemplo, oferecer aos nossos alunos diferentes veículos de leitura. Talvez refletirmos até a nossa postura de estudantes frente à elaboração de um texto.

 É uma leitura de fácil entendimento muito recomendada aos estudantes nas áreas de Letras. Embora seja um texto voltado para os acadêmicos, também pode ser lido pelo grande público, pois a autora abre mão de um léxico complicado e adota termos de fácil compreensão. Além disso, o uso de esquemas facilita a visualização e o entendimento dos caminhos percorridos tanto pela disciplina, quanto dos fatores de textualidade.

 

REFERÊNCIAS

Normas para envio de artigos e resenhas (6ª/7ª edição). Disponível em <http://www2.uefs.br/dla/graduando/normas.htm>

PORTELA, Girlene L. Contribuições da Linguistica Textual para o ensino-aprendizagem da Leitura/ Escrita. A cor das letras, n° 5. Feira de Santana: UEFS, 2004. (75-90)


[1] Crismarie Mendes Menezes, é graduanda do 6° semestre do curso de Licenciatura de Letras com Espanhol da Universidade Estadual de Feira de Santana; Professora/Voluntaria do programa de extensão Portal: Ensino/aprendizagem de línguas modernas para a cidadania, inclusão social, diálogo multi e intercultural.cris.espanhol@bol.com.br

   

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